Nicolás Maduro Moros (Caracas, 23 de novembro de 1962) é um político venezuelano que ocupa a presidência da Venezuela desde 5 de março de 2013, quando assumiu interinamente após a morte de Hugo Chávez, e foi eleito em 14 de abril do mesmo ano. Antes de ingressar na carreira política, trabalhou como motorista de ônibus em Caracas e tornou-se líder sindical. Mais tarde, foi deputado da Assembleia Nacional, presidente do Parlamento, ministro das Relações Exteriores e vice-presidente da República.
A presidência de Maduro tem sido marcada por uma profunda crise econômica e social, com hiperinflação, escassez de bens básicos e uma crise humanitária que levou milhões de venezuelanos a emigrar. Seu governo é frequentemente criticado por organizações internacionais por violações de direitos humanos, repressão à oposição e falta de transparência eleitoral. A oposição, liderada por Juan Guaidó, tentou em 2019 um movimento para destituí-lo, mas Maduro manteve o controle com apoio das Forças Armadas e de aliados como Rússia, China e Cuba.
No plano internacional, Maduro enfrenta sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Países da América Latina, incluindo o Brasil, adotaram posições diversas – desde o reconhecimento diplomático até a condenação às práticas autoritárias. A fronteira entre Brasil e Venezuela tem sido cenário de tensões migratórias e incidentes diplomáticos. Em 2024, Maduro anunciou eleições presidenciais para o segundo semestre, com participação de parte da oposição, mas o processo ainda é alvo de questionamentos internacionais.
A economia venezuelana, fortemente dependente da exploração petrolífera, sofreu uma queda drástica na produção devido a sanções, má gestão e falta de investimentos. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas a produção despencou nos últimos anos, agravando a crise fiscal. O governo implementou reformas monetárias, incluindo a introdução de novas moedas para conter a hiperinflação, mas o poder de compra da população segue extremamente reduzido.
Maduro também implementou políticas de nacionalização de empresas estrangeiras e controle estatal da economia, seguindo a linha do chavismo. Críticos apontam que essas medidas agravaram a crise produtiva e afastaram investimentos. A dívida externa do país permanece em níveis elevados, e a população enfrenta dificuldades no acesso a medicamentos, alimentos e serviços básicos.
A situação humanitária na Venezuela é grave, com desabastecimento de medicamentos e alimentos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 7 milhões de venezuelanos tenham deixado o país desde 2014. O Brasil é um dos principais destinos, com destaque para o estado de Roraima. A crise migratória gerou desafios de integração e pressão sobre os sistemas de saúde e educação locais.
As relações entre Brasil e Venezuela oscilaram conforme os governos. Durante o governo Lula, houve uma reaproximação diplomática, mas com críticas à falta de transparência eleitoral e à crise humanitária. O governo brasileiro tem participado de mediações regionais, buscando uma saída negociada para a crise venezuelana, enquanto mantém posição de defesa dos direitos humanos.
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