O Índice Cielo do Varejo Amplo (ICVA) apontou que o faturamento real do varejo brasileiro registrou queda em junho, já descontada a inflação. O indicador, amplamente acompanhado pelo mercado, mostrou retração no volume de vendas, sinalizando um arrefecimento do consumo no país.
A alta da taxa Selic, mantida em patamar elevado pelo Banco Central, continua a pressionar o crédito e o orçamento das famílias. Com mais comprometimento da renda com dívidas, o consumidor tende a reduzir gastos com bens não essenciais, impactando diretamente o varejo.
Entre os setores que mais contribuíram para o resultado negativo estão vestuário, hipermercados e combustíveis. O desempenho reflete a cautela do consumidor diante das incertezas econômicas, como a inflação ainda acima da meta e o mercado de trabalho em recuperação lenta.
O ICVA é um indicador que ajusta sazonalmente e leva em conta a inflação, sendo uma referência importante para o setor. Em junho, o índice acumula queda no trimestre, contrastando com meses anteriores de recuperação. A comparação com o mesmo período do ano anterior também mostra desaceleração.
Especialistas do setor financeiro avaliam que a tendência de queda pode se manter nos próximos meses, a depender das decisões de política monetária e do cenário fiscal. O varejo, importante termômetro da economia, segue atento aos sinais do governo e do Banco Central.