Chuvas torrenciais e ventos fortes provocaram danos significativos no sul e leste da Espanha, levando ao cancelamento de aulas e à interrupção do transporte ferroviário.
Autoridades espanholas confirmaram nesta quarta-feira (30/10), que pelo menos 62 pessoas perderam a vida e várias outras estão desaparecidas devido às enchentes que assolaram a província de Valência. As fortes inundações arrastaram carros, transformaram ruas em rios e paralisaram o tráfego nas ferrovias e estradas da região.
Na última terça-feira, as chuvas intensas e as enchentes causaram estragos em diversas partes do país, sobretudo em áreas abrangentes do sul e leste. Os locais mais impactados foram as regiões costeiras mediterrâneas da Andaluzia, Múrcia e Valência. Além das precipitações intensas, ocorreram também queda de granizo e rajadas de vento forte, conforme relatado pelo serviço meteorológico nacional Aemet. A agência prevê que as tempestades persistirão até a quinta-feira.
A força da água arrastou veículos e destroços pelas ruas de diversas localidades. As autoridades policiais e os serviços de resgate empregaram helicópteros para resgatar pessoas de casas e automóveis. O governo da região de Valência orientou os moradores a buscarem terrenos mais elevados. O transporte aéreo e ferroviário também foi impactado, com um trem de alta velocidade, transportando quase 291 pessoas, descarrilando próximo a Málaga devido a um deslizamento de terra. Felizmente, a empresa ferroviária estatal Renfe informou que não houve feridos no acidente.
Como medida de resposta à crise, o governo criou um comitê de emergência para coordenar as operações de socorro, sob a liderança do primeiro-ministro Pedro Sánchez. Previu-se que a tempestade se deslocaria para o nordeste do país na quarta-feira, mantendo-se um alerta de clima severo para grande parte da Espanha.
As tempestades que assolam o país ocorrem após um período de severa seca. Cientistas apontam que o aumento de eventos climáticos extremos está possivelmente relacionado às mudanças climáticas. Com o aquecimento global, o ar mais quente consegue reter maior umidade, intensificando os índices de precipitação. Além disso, atividades humanas como urbanização desenfreada, desmatamento e infraestruturas inadequadas contribuem significativamente para os riscos de enchentes.
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