A Universal Music surpreendeu-se com os resultados financeiros obtidos em sua atuação no YouTube Music, após implementar mudanças focadas nos artistas. Segundo informações do Music Ally, as receitas da gravadora cresceram 4,3% ano após ano, atingindo 2,87 bilhões de Euros (aproximadamente R$ 17,8 bilhões no câmbio atual). A divisão de música gravada da UMG registrou um crescimento de 5,4%, totalizando 2,15 bilhões de Euros (cerca de R$ 13,34 bilhões), enquanto o setor de publicações teve um aumento de 1,8%, chegando a 500 milhões de Euros (aproximadamente R$ 3,1 bilhões).
Um destaque positivo para a Universal Music foi o crescimento das receitas provenientes do streaming de música gravada, que aumentaram em 7,6% em relação ao ano anterior, totalizando 1,14 bilhão de Euros (aproximadamente R$ 6,82 bilhões). Durante uma teleconferência de resultados, Sir Lucian Grainge, CEO e presidente do Universal Music Group, afirmou que o YouTube se comprometeu a priorizar a divulgação de conteúdo premium de artistas e aprimorar a categorização de conteúdo para proporcionar uma experiência mais enriquecedora aos usuários, promovendo uma conexão mais significativa entre artistas e fãs.
Além disso, Grainge ressaltou a necessidade de aprimorar as estratégias de aquisição de clientes para impulsionar a conversão de usuários de contas gratuitas para pagas e, posteriormente, para os chamados “superfãs”. Segundo informações da Billboard, os maiores conglomerados de música da atualidade, Universal Music Group, Sony Music Entertainment e Warner Music Group, estão revendo os contratos de seus artistas para evitar a rápida realização de regravações, principalmente aquelas que envolvam a discografia de Taylor Swift.
Os artistas agora estão sendo exigidos a assinar procurações que proíbem regravações de suas próprias obras por até 30 anos após deixarem as gravadoras. Josh Karp, advogado especializado no assunto, considerou tais cláusulas contratuais como “estranhas” e destacou a rigidez das restrições impostas. A Billboard também informou que as regravações feitas por Taylor Swift em seu projeto ‘Taylor’s Version’ não são uma novidade, citando que o renomado Frank Sinatra já havia adotado esse modelo na década de 1960.