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Pernambuco confirma segundo óbito fetal por febre Oropouche

A Secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou o registro do segundo óbito fetal causado pelo vírus Oropouche no estado. O primeiro caso havia sido registrado anteriormente, e a confirmação de um novo óbito acendeu o alerta entre as autoridades sanitárias. O caso está sendo investigado pelo órgão de saúde local, que busca entender as circunstâncias da infecção e reforçar medidas de prevenção em gestantes.

A febre Oropouche é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Culicoides paraensis (maruim ou mosquito-pólvora), comum em áreas tropicais. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, calafrios e tontura. A doença pode ser confundida com dengue, chikungunya ou zika. Em gestantes, a infecção pelo vírus Oropouche pode causar sérias complicações, como aborto espontâneo e óbito fetal, especialmente quando contraída no primeiro ou segundo trimestre da gestação. Ainda não se sabe completamente os mecanismos da transmissão vertical, mas estudos indicam que o vírus pode atravessar a barreira placentária.

Diante do cenário, a Secretaria de Saúde de Pernambuco intensificou as recomendações para gestantes: utilizar repelentes à base de DEET ou icaridina, usar roupas compridas e claras, e instalar telas em janelas e portas. Evitar áreas com alta infestação do mosquito, como regiões rurais e próximas a matas, principalmente no início da manhã e no fim da tarde, quando o vetor é mais ativo. A população em geral deve colaborar eliminando possíveis criadouros, como recipientes com água parada, para conter a proliferação do mosquito.

Não há medicamento específico para a febre Oropouche. O tratamento é sintomático, com repouso, hidratação e uso de medicamentos para febre e dor, sempre com orientação médica. O uso de anti-inflamatórios deve ser evitado até descartar dengue, pelo risco de hemorragia. A prevenção ainda é a ferramenta mais eficaz contra a doença.

As autoridades de saúde de Pernambuco seguem em alerta e monitoram o aparecimento de novos casos suspeitos. A confirmação deste segundo óbito fetal reforça a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica e as ações de controle vetorial. A orientação é que gestantes com sintomas procurem imediatamente atendimento médico para avaliação e acompanhamento adequado. O Ministério da Saúde também acompanha a situação e pode coordenar medidas conjuntas com o estado.

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