O Papa Francisco criticou veementemente os ataques aéreos israelenses no Líbano, que resultaram na morte do líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, e de não combatentes. Em sua viagem de volta para Roma da Bélgica, o pontífice condenou os ataques militares, afirmando que ultrapassam os limites da moralidade. Segundo o Papa, os países não podem abusar do uso de suas forças militares, mesmo em tempos de guerra. Ele ressaltou a importância de preservar a moralidade mesmo em conflitos armados, destacando que, embora a guerra seja intrinsecamente imoral, as regras que a regem conferem-lhe certa moralidade.
Durante uma coletiva de imprensa a bordo do avião, o Papa, que aos 87 anos é líder de 1,4 bilhão de católicos em todo o mundo, enfatizou que a defesa deve ser proporcional ao ataque, alertando para o perigo da busca por dominação que transpassa os limites éticos. Francisco, conhecido por defender o fim de conflitos violentos, tem se manifestado de forma mais contundente nas últimas semanas em relação às ações militares de Israel contra o Hamas. Recentemente, o pontífice classificou como “inaceitáveis” os ataques aéreos israelenses no Líbano e apelou à comunidade internacional para buscar a interrupção do combate.
Neste último sábado, 28 de setembro, o Papa condenou veementemente as mortes de crianças palestinas em decorrência dos ataques israelenses em Gaza. Ele revelou que conversa por telefone diariamente com membros de uma paróquia católica em Gaza, que relatam a situação no local e as crueldades que lá ocorrem. Francisco expressou preocupação com a realidade vivida pelos paroquianos na região e fez um apelo à comunidade internacional para que se empenhe em deter a violência e proteger as vidas inocentes que estão em risco.
Em suas palavras, o Papa Francisco transmitiu uma mensagem de paz e respeito à vida, evidenciando sua posição como líder espiritual e moral de uma parcela significativa da população mundial. Sua postura crítica em relação aos ataques militares e seu apelo à observância dos princípios éticos mesmo em situações de conflito ecoam valores humanitários universais. Dessa forma, o pontífice se coloca como uma voz de consciência e esperança em meio a cenários de violência e guerra, inspirando reflexões e ações que visam à construção de um mundo mais justo e pacífico para todos.