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Oposicionista venezuelana nega contato com presidente mexicano

Líder oposicionista venezuelana nega ter conversado com presidente do México para intervir em negociações com Nicolás Maduro

María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira que não teve contato com o presidente do México, apesar de ter solicitado sua intervenção para que Nicolás Maduro aceite dialogar com a oposição. Os presidentes do Brasil, Colômbia e México têm buscado preencher a lacuna crescente entre Maduro e os demais países da América Latina desde a polêmica votação de 28 de julho, quando as autoridades venezuelanas proclamaram a vitória do atual presidente sem apresentar os detalhes da votação.

Brasil, Colômbia e México divulgaram um comunicado conjunto nesta quinta-feira, ressaltando a importância da divulgação, pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano, dos resultados das eleições de 28 de julho, desagregados por seção eleitoral, e reiteraram o pedido por uma verificação imparcial dos dados. Machado enfatizou que o México tem um papel crucial nesse momento delicado, por possuir uma relação direta com Nicolás Maduro.

A líder oposicionista mencionou ter mantido contato com autoridades dos governos do Brasil e da Colômbia, porém não revelou os interlocutores. Ela também ressaltou que o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, poderia aconselhar Maduro a aceitar as condições de uma negociação equilibrada, com garantias para ambas as partes, começando pelo reconhecimento do resultado da votação de 28 de julho.

A oposição contesta a declaração do CNE, órgão eleitoral que alegadamente age em favor do governo, de que Maduro foi o vencedor da eleição. Os opositores afirmam que seu candidato, Edmundo González, um ex-diplomata de 74 anos, foi o legítimo vencedor do pleito. López Obrador, em coletiva, argumentou que a revisão das atas é responsabilidade do tribunal eleitoral para garantir a transparência e a legitimidade do processo, evitando declarações precipitadas de vitória sem a devida certificação eleitoral.

Líder opositora venezulana María Corina Machado em protesto em Caracas 03/08/2024 REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria Foto: Reuters Reprodução: https://www.terra.com.br/

A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado declarou hoje que não dialogou com o presidente do México, apesar de ter solicitado a intervenção dele para persuadir Nicolás Maduro a se dispor a negociar com a oposição.

Os chefes de Estado do Brasil, Colômbia e México têm trabalhado para preencher o vácuo que vem se alargando entre Maduro e o restante da América Latina desde a votação de 28 de julho, quando as autoridades venezuelanas anunciaram sua vitória sem apresentar os detalhes do escrutínio. Nesta quinta-feira, Brasil, Colômbia e México divulgaram um comunicado conjunto enfatizando a importância da divulgação, pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano, dos resultados das eleições de 28 de julho, de forma desagregada por seção eleitoral, e reiteraram a necessidade de uma verificação imparcial dos dados.

Machado enfatizou que “o México tem um papel significativo neste momento… O governo mexicano carrega uma grande responsabilidade nesse contexto, pois mantém um canal direto com Nicolás Maduro”. A opositora revelou ter contatado autoridades dos governos do Brasil e da Colômbia, porém não mencionou com quem dialogou. Ela acrescentou que o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, poderia aconselhar Maduro a “considerar que sua melhor alternativa é aceitar uma negociação justa, com garantias para ambas as partes, que começa com o reconhecimento dos resultados de 28 de julho”.

A comissão eleitoral, que é tida pela oposição como um apêndice do governo, confirmou a vitória de Maduro no pleito. Os opositores alegam que seu candidato, Edmundo González, um ex-diplomata de 74 anos, saiu vitorioso. Durante uma coletiva, López Obrador afirmou: “Se for necessário revisar as atas, isso cabe ao tribunal eleitoral decidir quem foi o vencedor”. Ele complementou dizendo: “Ninguém pode se autodeclarar vitorioso sem uma decisão de um órgão eleitoral. Não queremos imposições”.

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