Moradores da região em disputa, localizados atualmente em Aracaju e potencialmente “transferidos” para São Cristóvão, estão insatisfeitos com a falta de consulta popular no processo judicial e exigem a realização de um plebiscito antes da mudança. Em agosto, a Justiça Federal determinou em fase final que uma área de 20 km² a 40 km² será transferida da capital sergipana para o município vizinho de São Cristóvão. A delimitação precisa do território será estabelecida por medições, porém estima-se que aproximadamente 30.000 pessoas residam no local, de acordo com a Prefeitura de Aracaju.
Os líderes comunitários dessas regiões em questão, os quais demonstram preocupação e indignação diante da situação. Os moradores reclamam da falta de participação popular no processo decisório que impactará diretamente suas vidas e defendem o direito de serem ouvidos antes de qualquer mudança ser efetivada. A ausência de diálogo e transparência na resolução do litígio tem gerado tensão e incerteza entre a população local.
A mudança iminente tem gerado debates acalorados na comunidade, com divergências de opiniões sobre os potenciais benefícios e prejuízos da transferência de jurisdição. Além disso, surgem questionamentos sobre questões práticas, como acesso a serviços públicos, infraestrutura urbana e representatividade política após a possível mudança. A expectativa dos moradores é que suas vozes sejam ouvidas e consideradas no processo de transição.
Diante da complexidade e das repercussões envolvidas na alteração territorial em curso, a exigência de um plebiscito ganha força como forma legítima de envolver a comunidade na tomada de decisão. Os moradores esperam que seus interesses e preocupações sejam levados em consideração durante todo o processo de definição dos novos limites geográficos, buscando garantir seus direitos e o bem-estar das famílias afetadas pela mudança.