Um projeto de lei de autoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) está em tramitação no Senado Federal com o objetivo de permitir a comercialização de cigarros eletrônicos, mesmo após a proibição estabelecida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Este projeto, que foi adiado diversas vezes, será discutido na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (20), gerando mobilização de 80 entidades médicas que se opõem firmemente à ideia.
Em uma declaração conjunta liderada pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, as entidades reforçam de forma contundente sua posição contrária à alteração na regulamentação desses dispositivos, popularmente conhecidos como vapes, “sem qualquer ressalva”. Para essas organizações, o projeto representa um grande desserviço à população brasileira, pois visa liberar a venda de um produto comprovadamente prejudicial à saúde.
Ricardo Meirelles, médico e coordenador da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB, destaca a gravidade da questão, alertando sobre os sérios danos à saúde que os cigarros eletrônicos podem causar. A preocupação manifestada pelas entidades médicas reflete a importância de se considerar os impactos negativos que a liberação desses produtos poderia acarretar para a saúde pública, contrariando os esforços empreendidos para reduzir o tabagismo e proteger a população dos malefícios do fumo.
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