Após uma onda de rejeição à política nos últimos anos, 44% das cidades brasileiras optaram pela continuidade e reelegeram seus prefeitos nas eleições municipais de 6 de outubro. É o maior percentual desde que a reeleição para prefeito passou a valer, em 2000.
No primeiro turno, 2.444 municípios reelegeram seus prefeitos. Isso representa 44% das cidades brasileiras. É a maior proporção já registrada. Outros 17 prefeitos foram para o segundo turno. Mesmo se todos forem eleitos, o percentual de cidades que terão continuidade continuará o mesmo, 44%.
Esses números superam o recorde anterior, que ocorreu durante o segundo governo de Lula, em 2008, quando 41% das cidades mantiveram seus prefeitos no cargo. Em contrapartida, em 2020, durante a pandemia e sob o governo de Jair Bolsonaro, o índice de continuidade também foi significativo, atingindo 40%.
Os dados de pesquisas realizadas pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) e pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Esses números refletem um cenário em que quase metade das cidades brasileiras optou por permanecer com a liderança já estabelecida, sinalizando diferentes aspectos do contexto político atual do país. A reeleição dos prefeitos em tantas localidades indica uma preferência dos eleitores pela continuidade administrativa e uma possível aprovação das gestões em curso.